Projeto Serviços Amigáveis
• Ficha
![]()
• Contexto
• Atividades
Implementação do Projeto |
Intervenção, Mobilização Social e Incidência Política |
Comunicção
![]()
• Resultados
![]()
Equipe:
Ildete Mendes Silva de Souza, Osileide de Lima Bezerra, Rita de Cássia Araújo Alves Mendonça, Silvana Lúcia da Cruz Costa
Rocha, Maria Valdira dos Santos, Bárbara Mattiuci.
Parceiro Financiador:
Save the Children UK
Implementação:
Abril de 2006
Objetivo:
Construir uma proposta de modelo de “serviço amigável” em saúde sexual e saúde reprodutiva nas unidades de saúde para crianças, adolescentes e jovens de 10 a 24 anos, de ambos os sexos, buscando sua implementação nas políticas públicas de saúde.
Atores envolvidos:
USF – África, crianças, adolescentes, famílias, Escola Nossa Senhora dos Navegantes, Conselho comunitário da Redinha, Secretaria Municipal de Saúde.
Contexto:
Em razão do contexto sóciopolítico e econômico da comunidade da África, em 2005 o Canto Jovem promoveu um curso de abordagem sistêmica familiar na prevenção ao HIV/DST/AIDS no qual participaram profissionais da Unidade de Saúde da África (USF – África).
Desse curso surgiu o projeto educativo “Por uma África Viva sem Aids” na prevenção ao HIV/DST/AIDS com adolescentes e jovens, proposto pelos profissionais de Saúde. A partir dessa iniciativa, sugeriu-se direcionar as atividades para um projeto de amplo respiro que visasse a construção de um serviço de saúde acessível à adolescentes e jovens: o Serviços Amigáveis.
Atividades:
- Implementação do projeto
1. Parceria técnica e política formalizada com a Secretaria Municipal de Saúde e a USF África;
2. Aplicação de linhas de base para diagnóstico da rotina da Unidade e coleta de dados relativos à Saúde Sexual e Reprodutiva de adolescentes e jovens;
- Intervenção, Mobilização Social e Incidência Política
1. Formação contínua com profissionais de saúde, com base nos temas: sexualidade, prevenção à AIDS, gravidez na adolescência, participação Juvenil, diversidade cultural e o aporte em metodologias de trabalho com crianças e adolescentes em arte-educação (oficinas de teatro, clowns);
2. Continuidade do Grupo de Discussão Juvenil com encontros quinzenais sobre sexualidade e direitos iniciado em 2005;
3. Participação de jovens no Fórum Estadual de Mulheres e Comissão Estadual de Enfrentamento as DST’s/AIDS.
4. Continuidade do grupo vocal Musicanto, atuante desde 2003, abordando questões de sexualidade através da linguagem musical;
5. Oficina de canto coral com crianças da comunidade, para iniciar uma abordagem educativa em sexualidade com a faixa etária de 10 a 14 anos – Cantos da África;
6. Oficinas de contação de histórias para as crianças;
7. Diagnóstico participativo sobre os serviços de saúde sexual e reprodutiva, com base na metodologia de pesquisa-ação, realizada nas quatro regiões administrativas de Natal, via distritos sanitários, junto a profissionais da saúde e educação e adolescentes.
8. Participação de intercâmbios (Instituto Papai) e seminários e oficinas (CRIA e Rede “Sou de Atitude”)
9. Participação em esferas políticas de formulação e monitoramento de políticas públicas, a níveis municipal, estadual e nacional.
10. Realização do seminário: “Violência contra crianças e adolescentes e as políticas de saúde: Praticas de prevenção, atenção e cuidado”, com a participação de 130 profissionais ligados a área de saúde, atendimento a vítimas de violência e conselheiros tutelares.
11. Apresentação à gestão municipal dos planos de ação produzidos nas comunidades;
12. Monitoramento do Orçamento Público destinado aos serviços em Saúde Sexual e Reprodutiva;
13. Formação de profissionais e adolescentes em Unidades de Saúde representativas dos quatro distritos sanitários da cidade.
- Comunicação
1. Produção de zines sobre prevenção às DST/AIDS e temas correlatos;
2. Publicação “Minha família engravidou”, instrumento pedagógico para abordar o tema da gravidez na adolescência através de contação de histórias;
3. Elaboração de uma cartilha dos 15 anos da comunidade da África, em conjunto com a USF África e outros agentes políticos da comunidade (a ser produzida e publicada em 2008);
4. Elaboração de matérias sobre o projeto para a revista anual do Canto Jovem;
5. Elaboração de matérias relacionadas aos temas do projeto para pauta nos meios de comunicação e veiculação na imprensa de algumas ações do projeto.
6. Impressão e distribuição da Cartilha da África;
7. Impressão e distribuição da Revista do Canto Jovem, com número especial sobre Serviços Amigáveis;
Principais Resultados:
A. Crianças, Adolescentes e Jovens:
1. Crianças e jovens mobilizados e formados em arte-educação (música e expressão corporal).
2. Fortalecimento dos jovens do Canto Jovem como atores políticos através de mobilização sócio-política.
3. Jovens enquanto multiplicadores de conhecimentos e desempenhando atividades com crianças.
4. Jovens enquanto sujeitos de direito; com capacidades psico-sociais desenvolvidas (nomeadamente auto-estima, sentimento de pertencimento, identidade, senso crítico).
5. Contribuição para o combate às desigualdades de gênero e raça a partir do trabalho com as crianças.
B. Profissionais de Saúde:
1. Mudança de abordagem dos profissionais de saúde em relação às temáticas de Saúde Sexual e Reprodutiva (SSR) e participação dos jovens.
2. Sensibilização sobre a qualificação dos serviços de saúde sexual e reprodutiva junto aos gestores;
C. Famílias e Comunidade:
1. Levantamento de demandas sociais de três comunidades a partir da metodologia de pesquisa-ação.
2. Familiarização das crianças e mães com o espaço da USF e com os profissionais de saúde.
D. Organização:
1. Construção de um banco de dados para consulta e base para outras iniciativas de intervenção.
2. Profissionais do Canto Jovem e das Unidades de Saúde formados em novas metodologias (contação de histórias e pesquisa-ação) e com novas competências: trabalho com crianças e atuação direta com a comunidade.
Saiba mais...




